Publicado em 14.08.2018 às 10:08

Uma equação simples: vontade de mudar

As diferenças entre as escolas se multiplicam por todo o País, dentro de uma cidade e até mesmo entre redes. Independente da localização, do perfil dos bairros ou a que rede pertence, a diferenciação pode vir de uma equação simples e natural: a vontade de mudar. E a Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Marta, na Vila Santa Marta, em São Leopoldo, já mostrou a que veio há anos. Ao pensar a educação para a sustentabilidade chamou a atenção nacional e internacional.

Desde 2011, quando foram dados os primeiros passos do projeto Escola Sustentável, não parou mais de acumular títulos e premiações. A Emef teve seu great day com o “Juntos Fazemos de Santa Marta a Nossa Casa”, projeto de mestrado Planejamento Urbano da Universidade de Michigan (EUA) vencedor no desafio Ford Motor Company College Community e que rendeu US$ 25 mil para melhorias no bairro. Assim como recebeu prêmios no valor de R$ 10 mil no Concurso Ciclo Verde, em 2014 e 2017 e participou do Rally Continental Escolas com Futuro Sustentável 2017, em Lima, no Peru.

Como em qualquer periferia, a violência também adentrou na Santa Marta, mas seu maior trunfo é que ali as crianças e os jovens lutam para sobreviver com uma ferramenta fantástica: a educação. Com 848 alunos, a Emef Santa Marta investe o pensamento, a massa cinzenta em Iniciação Científica (IC), projetos trabalhados de acordo com o interesse dos alunos sobre qualquer área do conhecimento, mas com relevância social local ou global.

“A IC promove a educação ambiental em sua totalidade. Acreditamos que ao educar para a sustentabilidade as pessoas ampliam seu modo de ver e estar no mundo”, afirma Cristina Santos, professora articuladora de Projetos, Iniciação Científica e Educação Física.

O alcance deste status não foi da noite para o dia. Do projeto lá de 2011, diversas etapas se sucederam para transformar as situações de conflito em oportunidade de crescimento e de aprendizagem. Das conferências e seminários à criação da Comissão do Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola (Com-Vida), à implantação do Movimento Bairro Melhor e consolidação do Água Viva, voltado à destinação correta do lixo.