Publicado em 18.06.2018 às 09:49

Educação lapidada para a excelência

A técnica do bonsai tem como objetivo criar uma composição das formas das árvores em vasos pequenos. Mas o que isso tem a ver com a educação? Tudo!  O exercício de educar é comparado à arte de cultivar bonsai, em que vai se lapidando os galhos para que as folhas possam ir para a direção desejada. Assim é na pequena Picada Café, uma cidade com 5.434 habitantes, que extrapola a média brasileira do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e detém o título de melhor educação do Rio Grande do Sul desde 2007, conforme o Índice de Desenvolvimento Sócio Econômico (Idese). Avaliações que sustentam seu posicionamento como líder em excelência no ensino.

Com a convicção de que a educação é um processo, o Município busca aprimorar cada vez mais suas ações para seguir no topo da qualidade no ensino. “A educação é como uma estalactite, gotejando todos os dias para a formação ou transformação de sua estrutura”, afirma o secretário de Educação e Cultura, o professor Marcelo Marin, acrescentando que os resultados dependem do tripé administração pública, escola e comunidade.

Picada Café sempre investiu muito em educação. Em 2015, 29,24% do Orçamento total do Município foi aplicado nesta área. Percentual que subiu para 30,21% em 2017 e deve chegar a 33,15% neste ano. “Estamos sempre ajustando, repensando, refazendo e planejando diferente. O que faz a educação acontecer é o pensamento cooperativo. Nada acontece pela vontade somente de um secretário ou de um prefeito se lá na ponta não existir o comprometimento e o engajamento coletivo”, frisa o prefeito Daniel Rückert.

Exemplos como o de Picada Café referendam a vocação do projeto Educação em 1º Lugar, iniciativa lançada pelo Instituto São Leopoldo 2024 e Grupo Sinos em janeiro deste ano. O movimento foi criado justamente para captar novas ideias, trocar experiências e instigar  compartilhamento de cases de sucesso, fundamentais para a melhoria dos indicadores escolares nos 52 municípios dos Coredes Rio dos Sinos, Caí, Paranhana/Encosta da Serra e Região das Hortênsias, mais Cachoeirinha e Gravataí.


Modelo: prefeito Daniel Rückert e o secretário de Educação Marcelo Marin primam pela educação de resultados

Crédito foto: Marco Dieder/PM Picada Café

Todos na escola

Com 942 alunos em cinco escolas públicas – duas de ensino infantil, duas de ensino fundamental e uma de ensino médio estadual –, Picada Café se orgulha em ter todas as crianças e jovens de quatro a 14 anos em sala de aula. Enquanto muitos municípios pensam e repensam estratégias para minimizar a evasão escolar, os números do município da Serra gaúcha são de fazer inveja: a taxa de escolarização de 6 a 14 anos chegou a 99,3%, conforme estatísticas de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Com o trabalho que estamos realizando, acreditamos que esse percentual já atingiu 100%”, argumenta o secretário.

E números não faltam para comprovar a eficiência no ensino da rede pública. Na avaliação 2015 do Ideb, a cidade tirou nota 7,7 nos anos iniciais, acima da meta estabelecida de 6,1. O desempenho colocou Picada Café na 2ª posição do ranking do Estado. Já os alunos dos anos finais garantiram nota 5,5, o que rendeu o 8º lugar na lista dos 497 municípios gaúchos.

Outro levantamento, também referente a 2015, reafirma a qualidade da educação. Conforme o Idese, elaborado pela Fundação de Economia e Estatística (FEE),  Picada Café registrou índice de 0,855, o que em palavras significa a melhor educação do Rio Grande do Sul. Resultado extraído de um conjunto de informações, como taxa de matrícula na educação infantil e ensino médio, notas dos alunos do ensino fundamental na Prova Brasil e percentual da população com ensino fundamental completo.

Laços fortes com a comunidade

Capoeira, danças, balé, inglês, teatro, trabalhos manuais (como crochê), violão, astronomia e patinação são apenas algumas das atividades no contraturno escolar. A implantação de oficinas, tanto de reforço escolar como de lazer, são decididas por pais e professores. “Os laços comunidade/escola são muito fortes. As famílias participam ativamente na construção da educação, opinando sobre a metodologia de ensino e contribuindo financeiramente para o aprimoramento das atividades que possam agregar conhecimento e fortalecer o convívio social e a formação cidadã dos filhos”, explica Marin.

Além de ajudar a manter os filhos em turno integral na escola, o Município também conta com o auxílio de empresas e dos pais para a gestão de duas creches infantis. “A fila de espera na educação infantil está zerada. Isso significa que as nossas crianças passam a integrar-se ao sistema educacional bem cedo.” Ainda segundo o secretário, nas escolas há o engajamento das equipes, desde a direção até quem dá o suporte. “Até o motorista de nossos ônibus é um agente de educação. Os números no Ideb e Idese são a tradução desse esforço coletivo”, complementa.

Acesse:

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