Publicado em 04.06.2018 às 10:18

Ensinar é uma arte de encantar

“Ainda acabo fazendo livros onde nossas crianças possam morar”. A frase de Monteiro Lobato serviu de inspiração para o projeto “Histórias Mágicas: sonhos e fantasias” em Sapiranga. Com o intuito de incentivar crianças e jovens a encantarem-se pela leitura, a atividade faz parte de uma série de estratégias para melhorar a qualidade da educação, ao mesmo tempo em que ataca uma das áreas mais deficientes no ensino brasileiro: o Brasil ficou na 59ª posição em Leitura entre os 70 países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) em 2015.

Com pouco mais de 74 mil habitantes (censo 2010), o Município do Vale do Sinos sabe que há muito potencial a ser explorado para aumentar o desempenho dos 12.092 alunos matriculados em 15 escolas de Educação Infantil e 19 de Ensino Fundamental. Perspectiva que motivou a prefeita Corinha Molling a aderir ao movimento Educação em 1o Lugar, lançado pelo Instituto São Leopoldo 2024 e Grupo Sinos em janeiro deste ano. O projeto busca provocar reflexões sobre a urgente necessidade da melhoria dos indicadores escolares nos 52 municípios dos Coredes Rio dos Sinos, Caí, Paranhana/Encosta da Serra e Região das Hortênsias, mais Cachoeirinha e Gravataí.

CONHECIMENTO

Para garantir o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes, Sapiranga reúne em uma única secretaria as áreas de Educação, Cultura e Desporto. “Atualmente, a totalidade dos docentes da rede municipal são concursados e com formação nas suas respectivas áreas de atuação, além de pós-graduação. Este conhecimento reflete no trabalho em sala de aula”, afirma a secretária da pasta, a pedagoga Cláudia Kichler. Ainda conforme ela, todas as unidades de ensino possuem projetos culturais e esportivos, como teatro, danças, música, futsal, basquete, jiu-jitsu, entre outros. “São atividades intimamente ligadas ao desempenho escolar dos educandos.”

Tanta atenção à educação é respaldada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2015, os alunos dos anos iniciais da rede pública tiveram nota média de 6.2.  Avaliação que colocou o Município na 108ª posição no Estado. Mas nem tudo são flores na Cidade das Rosas quando a análise é sobre os anos finais, cuja nota foi 5.2, abaixo da meta do Ideb. A situação, que é recorrente na maioria dos municípios, vem sendo trabalhada de forma intensa em Sapiranga. “Estamos desenvolvendo um projeto com ações para a promoção na transição dos anos iniciais para os anos finais. A proposta é fortalecer e dar continuidade ao trabalho realizado nos primeiros anos de escolarização.”

Incentivo para o aprendizado

Um incentivo a mais para o sucesso no aprendizado ganha forma material. A cada início do ano letivo, em torno de mil estudantes das escolas municipais de Sapiranga recebem um kit escolar - uma pasta com três cadernos grandes, lápis, borracha, apontador, régua, lápis de cor, cola, caneta e folhas de ofício.  A entrega é conforme a necessidade das famílias e a seleção feita pelas equipes diretivas. Também os alunos do projeto Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do curso intensivo de alfabetização são contemplados com o kit. 

Da curiosidade ao protagonismo

Entre as várias ações promovidas pela Secretaria de Educação, Cultura e Desporto, o incentivo à pesquisa merece um capítulo a parte. “Desde a Educação Infantil, estimulamos a curiosidade, as habilidades e o protagonismo dos estudantes”, relata a secretária Cláudia Kichler. Um exemplo é a Femint – Feira Municipal Integrada, que chega a 4ª edição de 13 a 15 de setembro deste ano.

A mostra científica apresenta trabalhos de ciências e tecnologia das três redes de ensino do Município e abre espaço para o intercâmbio de informações resultantes desse processo. A Femint amplia o universo do conhecimento dos estudantes ao possibilitar o credenciamento dos projetos em feiras estudantis, como a Feciti, do IFSUL; Mostratec Júnior, da Fundação Liberato; e Febrace, que é promovida pela Universidade de São Paulo (USP).

SAIBA MAIS

A taxa de aprovação na rede municipal é de 93,97% e a taxa de alfabetização de 15 anos de idade ou mais é de 96,1%.

Todas as escolas da rede municipal possuem Laboratórios de Aprendizagem, com profissionais que atuam no contraturno com alunos que apresentam baixo rendimento escolar.

Atendimento Educacional Especializado (AEE) e atendimento técnico (NAEE/CAPES) a todos os alunos matriculados na rede municipal que necessitam.

No que se refere especificamente à Língua Portuguesa e Matemática, o Município fomenta a participação dos alunos em olimpíadas nacionais que despertam um maior interesse nessas áreas.

O Município promove a formação continuada de seus profissionais da educação (palestras e oficinas com diferentes profissionais a temáticas) e cursos de desenvolvimento em áreas específicas, como Libras, Método da Boquinha na Alfabetização, Orientação em Projetos de Pesquisa, entre outros.

Acesse:

www.isl2024.org.br

www.brasilalemanha.com.br