Publicado em 06.05.2019 às 10:04

Passaporte com visto liberado para o conhecimento

Se a crise na aprendizagem é fato provado - crianças e jovens continuam sem saber leitura e matemática, felizmente há iniciativas que tentam reverter este diagnóstico. Convite feito por um pequeno país está levando alunos do 1º ao 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental São José, de São José do Hortêncio, a atravessarem fronteiras nunca antes imaginadas. No começo do ano letivo, eles receberam passaportes e uma carta do presidente da República Federativa do Livro, convidando-os a viajarem para o mundo das palavras, de novas histórias e do conhecimento. “Pelo projeto Passaporte da Leitura estamos, de uma forma criativa e inovadora, incentivando nossos alunos”, diz a coordenadora pedagógica Magale Stumf.

E, como em toda viagem, há responsabilidades e requisitos a serem cumpridos para garantir o visto no passaporte, que ostenta na capa o brasão da República Federativa do Livro. “Os alunos escolhem livremente os títulos. A síntese de cada leitura é transcrita para uma página do passaporte e será avaliada pelo professor responsável pela validação do visto – um carimbo com carinha feliz ou triste”, explica Magale. Além disso, a leitura é compartilhada com os colegas em sala de aula, assim como o texto é trabalhado em outras atividades. A conclusão do projeto está prevista para o final do semestre, quando os alunos que obtiverem o maior número de carimbos felizes serão premiados com livros e materiais escolares.

Curiosidade aguçada e projetos elaborados

E como pesquisa não tem idade, os trabalhos ganham as salas de aulas da educação infantil ao 9º ano e com temas despertados pelos próprios alunos. Produto que passa quase despercebido pela rotina dos adultos, o sal aguçou a curiosidade dos pequenos do 2º A no ano passado. Afinal, tem sal na bolacha maria? Quanto sal as merendeiras colocam na refeição? Há só um tipo de sal?

Estas e muitas outras perguntas deram corpo ao projeto Quanto Sal Está Escondido na Tua Alimentação. Conversas com profissionais de Nutrição e Medicina, visita a mercados, pesquisa de rótulos, estudos sobre a origem do sal e até a formulação de um sal com tempero (mistura com ervas) oportunizaram novos conhecimentos, mas principalmente mudança de hábitos alimentares com foco na saúde.

“O potencial do ensino integra todas as áreas, uma vez que a educação tem impacto no hoje e no amanhã. E, mesmo que a educação não resolva tudo, é possível mudar o histórico de uma aprendizagem superficial, como as avaliações e indicadores nacionais e internacionais sobre o ensino no Brasil revelam”, avalia a coordenadora pedagógica.

Estímulo à proficiência dos estudantes

Com tradição em estimular a proficiência de aprendizado dos estudantes, a Emef São José já é craque no desenvolvimento de projetos pedagógicos e científicos. Estes últimos são a bola da vez no segundo semestre letivo, movimentação que envolve todos os alunos para as apresentações da Feira de Ciências do Município. A exemplo de outros anos, em 2018 a escola levou projetos, entre eles o Energia Alternativa e Energia Solar: Energia Renovável, para a Mostratec - Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia, promovida pela Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha.

EDUCAÇÃO EM 1º LUGAR

Provocar e incentivar os 52 munícipios dos Coredes Rio dos Sinos, Rio Caí, Paranhana/Encosta da Serra e Região das Hortênsias, mais Cachoeirinha e Gravataí, a vencer as metas fixadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Este é o propósito do projeto Educação em 1º Lugar, promovido pelo Instituto São Leopoldo 2024 e Grupo Sinos. A inciativa tem como objetivo a disseminação de práticas docentes até 2024, ano do Bicentenário da Imigração Alemã.

Acesse:

www.educacaoem1lugar.com.br

www.isl2024.org.br

www.brasilalemanha.com.br