Publicado em 25.02.2019 às 08:30

Protagonismo do professor fará diferença na educação

A educação brasileira direciona-se a um novo rumo com a Base Nacional Comum Curricular(BNCC) a partir de 2020. Não faltam estudos para colocar as propostas pedagógicas nos trilhos do desenvolvimento das competências estabelecidas, porém a avalanche de mudanças dependerá de um guia capacitado para que o conhecimento não se perca no meio do caminho. Pensando na formação dos professores e no compartilhamento – verbo que passa a ser conjugado na primeira pessoa do plural daqui para frente - Feliz começou o ano letivo com  o I Fórum Intermunicipal de Educação.

O evento realizado na semana passada, nos dias 18 e 19, reforçou a importância da formação continuada dos profissionais da educação e, acima de tudo, evidenciou que o espírito de colaboração é a régua para um ensino de resultados. “Não somos uma ilha, pelo contrário, os dias atuais exigem o interagir. Com esta visão, o Fórum possibilitou uma ampla troca de expertises, ao envolver professores de Linha Nova, São José do Hortêncio, São Vendelino e Vale Real, municípios que, junto com Feliz, atuaram em regime de colaboração para a realização do encontro”, afirma a secretária de Educação e Cultura de Feliz, Marcia Fetzer.

Muitos encontros até a construção do Referencial Municipal

Assim como vem acontecendo de Sul a Norte do País, o município do Vale do Caí está organizando o calendário de formações sobre a BNCC, sendo que o mesmo será finalizado após as orientações da Undime RS (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e Seduc/RS (Secretaria de Educação). “No ano anterior, as escolas realizaram diversos estudos referentes à Base Nacional, ao mesmo tempo que promovemos dois “Dias D”, os quais contaram com a participação das redes estadual, municipal e particular”, comenta a secretária.

Neste ano, a primeira formação foi o Fórum Intermunicipal, realizado no Centro Cultural da cidade. Os próximos passos incluem a organização de mais quatro “Dias D” - previstos para 12 de abril, 17 de junho, 29 de agosto e 23 de outubro – reunindo as três redes de ensino. Em cada encontro será realizado estudo sobre a BNCC e Referencial Curricular gaúcho, os quais embasarão a construção do Referencial Municipal, com data de encaminhamento ao Conselho Municipal de Educação em meados de novembro e dezembro.

É PRECISO SABER PARA ENSINAR

Não foi à toa o tema escolhido para o Fórum Intermunicipal – “A Cultura Forma Sábios, a Educação, Pessoas” –, pois para ensinar é preciso antes o empoderamento das estratégias, táticas e métodos de aprendizagem que serão levados para a sala de aula. “Tivemos temas de grande relevância, como o papel do professor, currículo, BNCC, inclusão, tecnologias digitais e relações étnico-raciais.Assuntos que passam a ser pauta diária nas escolas para proporcionar aos alunos aprendizagem significativa para suas vidas”, avisa a secretária.

A BNCC é clara ao expor que o foco da educação está no aluno e tudo deve acontecer em torno dele. “Estamos vivendo novos momentos no ensino.Precisamos refletir e nos repensar como educadores.Afinal, acreditar é essencial,mas ter atitude é o que faz a diferença”, destaca Marcia. Declaração que sustenta a busca de novas teorias para desenvolver e aprimorar a qualidade de ensino, o grande desafio para a educação nos próximos anos.

BNCC NÃO É UMA LISTA DE CONTEÚDOS

O Fórum Intermunicipal foi o pontapé inicial para o fortalecimento de uma educação de qualidade em Feliz e nos municípios das redondezas. “A implementação da BNCC está intrinsicamente ligada à qualificação da prática pedagógica do professor que não pode mais ser focada na transmissão de conteúdos, mas na formação do cidadão.” Ou seja, para Marcia, a BNCC não pode ser vista como uma “nova lista de conteúdos”.

Apesar de críticas gerais de profissionais da educação ao documento nacional, a secretária afirma que é difícil chegar a um documento perfeito, que atenda todas as realidades e expectativas. Porém, segundo ela, a de se reconhecer que um grande avanço é a questão do regime de colaboração, pois as redes municipal, estadual e particular precisam seguir as mesmas diretrizes, diminuindo assim as desigualdades enfrentadas nos territórios.

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